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O sonho de qualquer mãe e o pesadelo de qualquer filho adolescente...

Hoje de manhã, em mais uma das minhas viagens de autocarro para a “valeta” (para quem não sabe, Valletta é a capital de Malta, cujo nome é excelente para umas piadas em Português) assisti a uma cena deliciosa entre mãe e filho.

Ele, um adolescente de borbulhas no rosto e ar tímido, ela, uma “micro-mãe” com ar de valente e de quem enfrenta a vida com o sorriso nos lábios. Entraram e sentaram-se, ambos muito sorridentes e felizes, a mãe deveras orgulhosa por ter o seu rapaz sentado ao seu lado, sem “phones” nos ouvidos e em amena cavaqueira com ela; ele, visivelmente feliz (até podia ser porque a miúda lhe disse que saía com ele, mas o certo é que partilhou essa felicidade com a mãe) e bastante atencioso com a mãe e ao que ela dizia...

Foi quando eu pensei: será que o meu rapaz, daqui as uns 3 ou 4 anos, também vai andar assim, feliz, comigo no autocarro? Ou vai andar de "phones" nos ouvidos e fazer de conta que não me conhece, mesmo que o lugar ao meu lado esteja livre? E continuei a pensar: Eu adorava andar com os meus pais para todo o lado e nunca me envergonhei deles (bom, também tive a sorte do meu pai só fazer palhaçadas em casa, porque era uma pessoa muito bem disposta e não perdia uma oportunidade para se manifestar de forma muito engraçada)...mas os miúdos de hoje têm a mania que sabem tudo e acham que os pais são uma seca...

E depois lembrei-me, que ao contrário do meu pai, eu faço “figurinhas” em público, por isso é muito provável que os meus filhos não queiram ser vistos em público com uma mãe e um pai assim...


Isto é só para animar a vossa Segunda-feira, mas prometo voltar, não hoje, porque tenho por cá um grupo de VIA (very important americans) e tenho que me preparar para os receber ao mais alto nível...

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