Avançar para o conteúdo principal

Presentes de Natal... (vamos lá explicar isto outra vez)

Ontem no colégio dos meus filhos, numa reunião de pais, perguntaram-me se já tinha a lista de presentes para o Natal... ao que eu respondi que não, porque normalmente não dou prendas de Natal aos meus filhos! Percebi que tinha de explicar o conceito, depois de ter levado com uns olhares de espanto e algum sentimento reprovador...

Vou então explicar-vos como funciona o Natal cá por casa e a história dos presentes...

Só comprei presentes de Natal no primeiro ano do meu filho... e logo nesse mesmo ano percebi que era um disparate completo gastar dinheiro em presentes, até porque as avós, o tio e os amigos se encarregaram muito bem dessa tarefa e o miúdo andou até aos Reis a abrir presentes... Perante tal “disparate”, pedi às avós que fossem mais comedidas e comprassem apenas um presente para cada um, até porque o Natal não é sobre a quantidade de presentes que se recebe (o dar é outra conversa, já lá vamos) mas sim sobre a reunião da família (com muitas comidinhas boas e doces à mistura).

Disto isto, o que eu quero que os meus filhos percebam do Natal é que é a festa da família, é quando todos fazem um esforço para estarem juntos, para se sentarem à mesa à mesma hora, sem horas de sair, e onde passamos outras tantas horas a conversar e a comer (que a barriguinha tem de encostar à mesa)... Quero que percebam que o Natal é uma avó estar na cozinha de gorro na cabeça a fazer as rabanadas e a cantar (muito desafinada) músicas de Natal (cuja lista se repete ano após ano), e a outra viajar não sei quantos mil km para estar com eles; quero que eles percebam que o Natal é o tio fazer das tripas coração para não ir trabalhar nessa noite e dia, e ficar a dormir lá em casa sem horas para a brincadeira acabar, quero que eles percebam que o pai e a mãe são Pai Natal o ano inteiro e não só no dia 24 de Dezembro, quero que eles percebam que o Natal é o cheiro das rabanadas e do leite creme queimado (e a casa cheia de fumo), do bacalhau e das batatas cozidas no prato (mesmo torcendo o nariz) e que é quando o tempo não tem tempo porque “no matter what” estamos todos juntos!

Os presentes que eles oferecem, sim porque não tem mal nenhum em oferecer, a mim o que me custa é o dinheiro que se gasta e o exagero em que se cai, e os cartões de Boas Festas que enviam, são feitos por eles, e é uma satisfação imensa ver a alegria e a excitação em que ficam quando estão a fazer a lista dos amigos a quem vão enviar os cartões. Os presentes são feitos a pensar em cada uma das pessoas e o que elas representam para eles, saem sempre umas verdadeiras “obras de arte”...

Depois de ter explicado isto aos outros paizinhos, em versão reduzida, eles lá acenaram a cabeça, como quem diz: “Olha-me esta frique! Que pelintra!”

É verdade, estes friques pelintras gostam do Natal sem muitos presentes, mas com as pessoas que mais gostam presentes! E tudo o que desejam é saudinha, a alegria de um copo “chega cheio” e muita comidinha da boa (para rebolarem o resto da semana até à passagem do ano), tudo bem embrulhadinho num papel colorido! 

E vocês como fazem?


Comentários

Mensagens populares deste blogue

Fim da escola/ vivam as férias (ou não)....

Amanhã acaba o colégio! Amanhã começam as férias grandes! Para muitos pais isto é uma dor de cabeça... nós, mais uma vez, temos a sorte de ter duas avós maravilhosas que tomam conta deles, para grande alegria dos miúdos e das avós e, descanso dos pais.
O mês de Julho ficam na ilha com a avó Zezinha, vão a banhos todos os dias, têm aulas de natação logo pela manhã, brincam como lhes apetece e ficam tão cansados que à noite é vê-los tombar. O mês de Agosto vão a Portugal e ficam à responsabilidade da avó Barbara, adoram lá estar, fartam-se de passear, e na hora da despedida pedem sempre para ficar mais uns dias. Entre uma avó e outra passam 3 semanas com os pais. Depois, pais e filhos descansam uns dos outros, a avó Zezinha recupera as forças, e no início de Setembro voltam à ilha para se prepararem (que depois de 2 meses de boa vida é precisa muita mentalização) para mais um ano escolar, fazem revisões da matéria dada, compram-se os livros e materiais, mas continuam a ir a banhos até …

Vamos falar sobre as minhas unhas dos pés?

Há cerca de um mês recebi mensagem privada, que destas coisas não se fala em público, sobre o facto de andar com as unhas dos pés por pintar enquanto publicava looks do dia e usava as hashtags #fashion e #blogger, aproveito para dizer que as das mãos também andam a maior parte das vezes por pintar, caso não tenha reparado!

Quer-me parecer que pintar ou não as unhas, independentemente do que publico e das hashtags que uso, ainda é algo que só a mim me diz respeito. Ainda... Se fica feio ou não, isso já é outra conversa, e tenho de concordar que tanto os pés como as mãos ficam mais bonitos com as unhas pintadas. Dito isto, e em minha defesa, tenho que acrescentar que o facto de não ter as unhas pintadas não significa que não ande com os pés e com as mãos arranjadas. O mesmo não se poderá dizer de muito pé que circula por aí alegremente de unha pintada, enquanto que o pé, ele próprio, carece de muito cuidado...

Já agora (há sempre um já agora) aproveito também para dizer que é raro pint…

Vidas e Coisas não é um serviço público...

O  Vidas e Coisas, outrora Entre Vidas e Coisas, que deixou cair o "entre" para simplificar as hashtags, as pesquisas e as identificações 😉
Sim porque eu sei que vocês agora fartam-se de me procurar! 😂😂
Eu sei que não, brincadeira minha, mas está tudo bem! Aceitar o que somos e o nosso espaço no mundo, sobretudo no virtual, faz bem à saúde mental e física! Acreditem, poupam umas notas nas idas ao senhor(a) do sofá verde e algumas gastroenteritis.
O Vidas e Coisas não faz serviço público (e quando faz avisa). É um blogue com 12 anos que só escreve, diz e mostra o que lhe apetece. É o espaço onde partilho bocadinhos da minha/nossa vida (só bocadinhos, porque o que é mesmo nosso é isso mesmo, nosso).

Eu sei que tinha muitos mais seguidores se viesse aqui contar o berro que dei aos meus filhos no sábado (ou perdia logo todos), que volta e meia acordo mal disposta e reclamo o dia todo (é só volta e meia, se não nem eu me aturava), que o marido não arruma os sapatos (ui, só isto …