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Mensagens

A mostrar mensagens de Dezembro, 2016

Tenho para mim que nada acontece por acaso...

Tenho este feeling que nada nesta vida acontece por acaso... não sei bem porquê, mas tenho a certeza que tudo o que me acontece não é por acaso, mesmo quando corre tudo mal e eu não entendo nada do que me está acontecer...
Ocorreu-me este pensamento hoje de manhã, talvez em jeito de balanço de fim do ano (que já aqui vos disse que teve coisas boas e outras mesmo, mesmo, menos boas), e se calhar de balanço de 40 (e dois) anos de existência neste mundo, que no meu ponto de vista era um bocadinho melhor há 20 anos, o que contraria a natural evolução do ser humano, ou talvez não, bem vistas as coisas, porque quanto mais evoluídos mais estúpidos...
Mas voltando ao “nada acontece por acaso”... esta vida, que tão bem me foi atribuída há quase 43 anos (bolas, isto já é um número bem grande), foi-me provando que tudo o que me acontece, acontece com uma razão, quer eu queira quer não, quer eu entenda ou não, e até podia enumerar uma série de coisas, mas íamos ficar aqui mais um ano e a malta t…

Entre o Natal e Fim do Ano...

Tendo em conta a minha falta de espírito natalício e a pouca vontade para festejos, até posso dizer que a coisa não correu nada mal... A mesa estava toda catita (não faltaram elogios) e cheia de gente bem disposta (vinda de diferentes cantos da Europa, como já vem sendo habitual desde há 3 anos), os sonhos de abóbora, as filhoses e o leite creme feitos na Bimby, foram aprovadissímos pelas avós, e o recheio do perú, também dona Bimby, estava de se lamber os dedos... Cantei e dancei ao som de George Michael (literalmente o seu “Last Christmas” com muita tristeza minha), comi como uma alarve e recebi um presente! No dia 25, comeu-se, vegetou-se e viram-se filmes atrás de filmes (O Sozinho em Casa não faltou, ainda tentei que se visse O Música no Coração, mas levei logo com aquele ar de nojo conjunto, modernices). Dia 26, dia de rescaldo natalício, não faltou o café na praia (acho que temos aqui uma nova tradição) e sessão de cinema para os mais crescidos... Star Wars 2016, done! :) 
Foi…

Natal FelIz...

O nosso Natal Feliz é aqui... Na ilha dos Cavaleiros, Onde à mesa se sentam os nobres, Portugueses, Suecos, Gregos, Italianos e Irlandeses, Brindam à saúde, à amizade e à diversidade,
Falam diferentes línguas, mas querem todos dizer o mesmo
Feliz Natal God Jul Καλά Χριστούγεννα Buon Natale Nollaig Shona Dhuit
Valletta Il-Milied it-Tajjeb  (Feliz Natal em Maltês)

Sem autorização para morrer...

Faz hoje 3 anos que morreu num brutal e estúpido acidente um dos sorrisos mais bonitos da minha vida...faz 3 anos e eu continuo a imaginar que nada disso aconteceu, e que só não me vens ver porque estás ocupado com a tua vida...
Viver e morrer é uma condição imposta à nascença, um contracto que não requer reconhecimento de assinaturas mas que todos sabemos que é válido...mas porra, não me lembro de te ter dado autorização para morreres antes de mim...
Entre pai, irmão, avós e tios, a quem também não dei autorização para partirem, mas que de certa forma cumpriram uma boa parte do seu caminho e, só por isso, eu deixo passar, tu não, tu eras aquele com licença para viver... não para morrer!
“Oh prima, oh prima, dá-me cá um abraço que eu gosto muito de ti!”
Tinhas sempre um sorriso e um abraço pronto! Uma vontade de viver gigante e uma bondade imensa! Aos 28 anos ninguém tem autorização para morrer...
Porra lá para isto...

Direito a não estar informada...

Ainda ontem uma amiga escrevia no FB sobre não ver noticiários... Pois eu (nós) já há uns anos que faço o mesmo, muito embora me vá mantendo informada através da leitura de jornais físicos ou digitais, já há um bom par de anos que não sei o que é ver um telejornal... e quando estamos em Portugal pedimos para desligarem a televisão, de tão mau que é... Não há uma única notícia que não comece assim: Matou Violou Espancou Feriu Esfaqueou Bombardeou Roubou Etc Etc
Eu sei que este mundo anda virado do avesso e que tenho a obrigação moral de não lhe virar as costas, mas preciso de fazer um “detox”... Ainda ontem a primeira capa de todos os jornais, ora era a fotografia do embaixador russo ou era a imagem do camião em Berlim... já para não falar no conteúdo, cada vez que viras uma página, na esperança de ver algo útil ou interessante, levas com corrupções, lavagens de dinheiro, etc, etc...
Não, não me apetece estar informada e saber o que se passa neste mundo, chamem-me os nomes todos que…

Não, não e não...

Não às calças de fato de treino, que ultimamente parecem multiplicar-se tipo praga, em todas as cores, tamanhos e feitios! Assim de repente a malta decidiu toda ir ao ginásio?! Credo! Os saldos estão à porta, comprem lá umas calças de ganga e vão ver que fazem um figurão! Não às unhas pontiagudas, tipo bruxa do Halloween com uma verruga no nariz e montada na vassoura de palha! São feias, nojentas, sabe-se lá o lixo que acumulam, e metem medo! Imaginem aquelas "coisas" a coçarem-vos as costas! Meeedo! E não às leggings hiper mega justas, que de tão esticadas que estão deixam ver as cuecas e as bochechas do rabo (alguns bem grandes), ou puxadas até às orelhas, assim bem enfiadas no rego! Nem lavando os olhinhos com água benta me livro desta imagem do inferno!

Parabéns meu filho...

A mãe é muito chata, mas compensa, e hoje está inchada que nem um peru!
O meu piolho teve 90% em 100% no teste de piano e passou com distinção! Mais orgulhosa não podia estar!
Esta história do piano tem graça, porque eu sou incapaz de ler uma pauta e de cantar no tom seja que música for (mas tenho muitas outras habilidades, ok) e eis se não quando, um dia, o meu rapaz chega a casa e me diz: mãe, quero aprender piano!
Seja feita a sua vontade rapaz, mas temos de fazer um acordo: “não te obrigo a ir, e quando quiseres desistir só tens de me dizer, mas enquanto lá andares vais-te dedicar e estudar, até porque, por um lado eu estou a gastar dinheiro, e por outro a tua professora vai estar a perder tempo contigo e a dedicar-se também, quando podia estar a fazê-lo com outro menino, certo?”
O certo nem sempre é assim tão certeiro, e tem dias que tenho de me chatear para ele tocar mais que 10 minutos, mas a verdade é que compensa ter uma mãe muito chata (consciente de que às vezes ele me ode…

Resoluções, planos e coisas e tal de Fim do Ano...

Estamos a poucas semanas do fim do ano e na internet já circulam os habituais textos sobre resoluções de fim do ano e objectivos para o ano novo... E vocês, também já começaram a pensar e a escrever sobre isto?
Eu é raro fazer estas coisas no fim do ano, até porque estou sempre tão ocupada que mal tenho tempo para mim ou para me dedicar a pensar nisto... Mas este ano foi um ano de muitas emoções e acho que preciso mesmo de escrever sobre o que não me interessa mais e o que quero concretizar em 2017...
Ainda não sei bem como vou fazer isto, mas de todas as sugestões que tenho lido, esta foi a que mais me agradou e que vou tentar fazer (o artigo original foi adaptado, mas para os interessados podem encontra-lo aqui):
1 - Relativamente a 2016, perguntar (responder, e se possível escrever): O que é que não resultou? (seja qual for a área, até coisas pequeninas) O que é que eu vou fazer acerca disso? (nada, porque se resolveu sozinho ou preciso de um plano, se sim, passa à pergunta seguinte) O q…

48h de frio, mas frio a sério, por favor...

Ontem, quando finalmente me consegui sentar no sofá, estava a dar um jogo de futebol Americano e nevava, mas nevava a sério, e eis se não quando vejo um dos jogadores a por um gorro na cabeça e a deitar “fumo” pelo boca todas as vezes que respirava, e assim de repente fui teletransportada para a minha infância...
Dezembro era frio, muito frio, as camisolas quentes e grossas, na maioria feitas pela minha mãe, e os collants (de lã) por baixo das calças davam-me aquele ar de chouriço fofinho, muito "fashion" para a época... tudo composto com a bata da escola vestida por cima, que apertava com muito custo, dada a quantidade de roupa, o gorro, as luvas e as botas forradas a pelo... é que o recreio era ao ar livre e fazia frio, muito frio...
Fazíamos de conta que “fumávamos” e não dispensávamos o “ska sku” no gelo que ficava das geadas, corríamos e saltávamos à corda para aquecer, e comíamos pão com queijo e marmelada para repor as energias... Dentro da sala não tínhamos frio e p…

Outro bébe? Não, definitivamente não!

Esta semana visitei uma amiga que tem um bébe de 8 meses, vocês não o conhecem nem vou por fotos dele aqui, mas acreditem, o “Baby M” é um amor! Eu adoro bébes e tenho imensas saudades dos meus filhos bébes, mas quando me ponho a pensar no que passei, sobretudo com ela... ah, afinal já não tenho!
A meio da minha visita, que acabou por se repetir na mesma semana, ofereci-me para dar a papa ao “Baby M” e de repente achei que já não sabia como aquilo se fazia, mas ele há coisas que não se esquece e esta é uma delas... mas o “Baby M” não comeu, fez uma birra porque anda desesperado com os dentes, mas graças a Deus, a mãe estava lá para resolver o assunto... da segunda visita, fomos juntas à piscina, e mais uma vez eu percebi que nunca se perde o jeito de andar com um bébe ao colo (e é tão bom)... o que se perde é a destreza de andar com o bébe ao colo e levar 500 mil sacos e saquinhos, e chuchas e babetes, e etc, etc, etc...
No meio disto tudo pergunta-me ela se eu gostava de ter outro? …

Carta ao Pai Natal...

Querido Pai Natal,
Espero que esta carta não se perca nos correios e chegue às tuas mãos a tempo de preparares todos os presentes que te vou pedir...
Primeiro, quero dizer-te que este ano me portei bem... acho eu. Tentei ser uma boa filha, uma melhor mãe, uma irmã querida e uma esposa dedicada (e uma nora amorosa). Também não me esqueci de ser EU e fiz tudo o que pude para me fazer feliz. Na escola ajudei os miúdos e não faltei às reuniões; em casa cozinhei todos os dias com carinho e ajudei a minha mãe nas tarefas domésticas (excepto passar a roupa, que como sabes odeio) e não me esqueci de ligar à minha sogra no aniversário dela (e nos outros dias também não); liguei ao meu irmão todos os dias para saber se estava bem (algumas vezes foi por mensagem, mas também conta, certo?) e dei-lhe boleia mesmo quando não me apetecia sair de casa; e fui mais carinhosa e paciente com o meu marido (mesmo quando ele deixa tudo espalhado, incluindo as cascas da fruta e os caroços na banca e as ch…