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"Find yourself"....


Ontem li aqui sobre como viver no estrangeiro pode mudar a nossa perspectiva de vida e o que isso contribui para nos conhecermos melhor “you start to find yourself”.

Já aqui escrevi sobre a vida de emigrante e o quanto me custou largar tudo, da mesma forma que digo que não me arrependo de o ter feito. Mas o que a Eduarda escreveu é bem verdade... Não é uma coisa imediata, até porque no início tudo é novidade, mas ao fim de um certo tempo começas a questionar tudo, inclusive o teu lugar no mundo!

No meu caso, a ilha não é um sítio fácil para fazer amigos, até porque muita gente está de passagem, não têm tempo para criar laços, e não há o hábito de convidar os amigos para jantar em casa... se os dois primeiros anos não foram muito fáceis, agora não me posso queixar, pois tive a sorte de me cruzar com outros Portugueses, e alguns Espanhóis, que partilham os mesmos valores de amizade que eu, mas não sou a única a ter esta percepção da ilha e a dizer isto...

Ouvi, recentemente, da boca de uma inglesa, de uma sueca e de um americano (os 3 com experiências internacionais) que Malta foi o único sítio onde não conseguiram fazer amigos e se sentiram muito sós... curioso ouvir isto de pessoas tão diferentes e pensar que eu também já me senti assim...

Para ultrapassar isto foi preciso estar mais disponível e, neste caso, aprender a dizer “sim, vou com muito gosto, e obrigada” em vez do “ai não posso, não me dá muito jeito por causa dos miúdos (tretas, porque eles ficam sempre muito bem entregues ao pai ou à avó, a minha preguiça mental era o único motivo), a verdade é que me sinto muito melhor e sem aquela sensação de “estar sozinha no mundo”...


Foi sem dúvida um processo, não diria longo, mas de muitas perguntas, algumas sem resposta, e um frequente exercício (às vezes frustrante) de “find yourself Cláudia” and "be happy"...

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