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E tu és feliz?

Quando perguntas a uma amiga: Estás feliz?
E ela responde: Estou não, eu sou feliz!

Durante alguns minutos fiquei a pensar nisto e o quanto é fabuloso ouvir alguém com 45 anos, casada (há um bom par de anos) e mãe de 3 filhos dizer isto com esta espontaneidade e convicção! É claro que também dei comigo a pensar: “e tu, também és capaz de dizer que és feliz assim com esta espontaneidade? Sim, sou, mas como passo alguma parte do meu tempo a queixar-me disto ou daquilo (work in progress) às vezes esqueço-me o quanto sou feliz!

E agora podia escrever toda uma tese sobre isto do “ser feliz”, mas não vou fazer isso até porque cada um tem os seus parâmetros de felicidade e a última coisa que quero é acabar a dizer: “a minha é maior que a tua!”

Contudo (e tamanhos à parte), não posso deixar de dizer que estou convencida que passamos muito tempo a queixar-nos e que isso nos tolda os sentimentos, sobretudo aqueles que nos fazem felizes e, por isso, nem nos damos conta dessa sensação! Sim, porque a felicidade, segundo algumas definições que por aí andam, é assim uma “sensação de bem estar e contentamento” “com ou sem motivo aparente”.

Ora bem, é sabido que nós, os humanos, somos um bocadinho estúpidos e que gostamos muito de complicar o que não tem complicação nenhuma, e que em vez de aproveitarmos e vermos o lado positivo das coisas achamos sempre que tudo é uma infelicidade tremenda!

Passo a explicar, com teste feito e comprovado na própria pessoa:

Sábado, 7.30h da manhã, um dos teus filhos não pára de chamar por ti porque tem fome e, coitadinha da criança, ainda não é capaz de se alimentar sozinho (o meu mais velho gosta de colar a cara dele à minha para ver se eu ainda estou de olhos fechados, apanho cada susto)! Pronto, “et voilá” ainda não te levantaste e já estás com os azeites, porque é sábado, estás cansada, queres dormir mais um bocadinho e a criança não pára de chamar por ti! Daqui para a frente é fácil prever como vai ser o resto do dia...

E se em vez de ficares com os azeites, que tal aproveitares para fazeres um pequeno almoço saudável e divertido, pegares nos putos e ires passear (há quanto tempo não fazes isso?), aproveitas e apanhas um bocadito de ar, que depois da semana toda enfiada no escritório até te faz bem! Já agora, aproveita também o resto do dia (que te vai parecer muito longo) para fazeres todas aquelas coisas que andas a prometer fazer já há algum tempo... no final do dia vais ter aquela sensação de satisfação, ou seja, de felicidade, porque passaste tempo de qualidade com os teus filhos e fizeste mil e uma coisas! Cansada? Deita-te um bocadinho mais cedo, olha que amanhã ainda é Domingo e é muito provável que eles voltem acordar cedo...

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Acreditem que resulta... este é só um exemplo, muito pessoal, mas há muitos outros que funcionam! O truque está em tirar o melhor partido de todas as situações, mesmo das menos boas, e queixarmos-nos menos, porque enquanto nos queixamos, não vemos, não sentimos e não fazemos nada!


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