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Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2018

Quando as redes sociais nos ensinam a ver para além do visível...

Sigo a Ana do familyhome29 há menos de um ano, mas gostei dela desde o primeiro like, embora só mais tarde tenha percebido porquê. Depois de termos trocado algumas mensagens percebi que a Ana era uma pessoa maravilhosa, com uma família linda e que escrevia sobre assuntos que me interessavam de uma forma honesta e muito clara (como se diz na minha terra, sem "papas na língua"). E não vou aqui falar-vos do Instagram dela, porque esse é de perder a cabeça!

Depois de ler o último texto da Ana no blogue, que RECOMENDO a toda gente, até porque trata de filhos feministas (e não é um erro ortográfico) e uma história de vida que aperta o coração, percebi que é muito importante ver para além do que é visível, ter o coração aberto para aprender e agradecer todos os dias as pequenas lições da vida. 




Como se explica?

Como se explica a estas miúdas de 8 anos que a partir de hoje vão estar a mais de 3000km de distância? Como explico à minha filha que a amizade também existe à distância, quando aquilo que ela quer é ter a amiga na casa dela para brincar, para contar segredos, para abraçar e discordar acerca do vestido amarelo da boneca? Bem sei que as amizades sobrevivem à distância, mas é precisamente nestas idades que se criam os laços que ficam para sempre e se cria aquela cumplicidade de amigas de infância e isto (ainda) não se faz virtualmente, nem se explica a quem só tem 8 anos.
Dizia-me ela com os olhos cheios de lágrimas (e eu também): oh mãe eu gosto muito da Inês, ela é a minha melhor amiga, aquela com quem eu falo a minha língua, vou ter muitas saudades dela... 
Com a mesma idade passei pelo mesmo turbilhão de emoções e sei que o tempo tudo cura, assim como sei que não é a distância ou o passar dos anos que nos fazem esquecer estas amigas especiais, mas com estas idades não se percebe po…

Hoje levei um murro e agradeci...

A segunda-feira é aquele dia em que me organizo mentalmente para o resto da semana e geralmente tenho uma boa relação com este dia, até porque na maioria das vezes estou bem disposta e gosto de (re)começar, mas hoje levei um murro no estômago e tive que parar para me organizar outra vez, não só para o resto da semana mas talvez para o resto da vida...

No arquivo onde ia ter uma reunião estava um rapazinho, que fiquei a saber depois, com 13 anos, numa cadeira de rodas, que me pediu a mão mal me viu entrar... dei-lhe a mão e fiquei uns bons minutos de mão dada com ele, a sua pele era suave e fria... durante esse tempo falei com o pai que me disse que o Isaac não falava e mal se mexia, o que percebi mal o vi pela forma como as fitas o seguravam à cadeira e as próteses nas pernas... despedi-me do pai com um adeus e do Isaac com um beijo na mão que segurava a minha...e nesse momento o meu coração encheu-se de tristeza e muita angústia, ao mesmo tempo que agradecia a todos os santos e credo…

E assim de repente 5 anos! Mela!

Fez ontem 5 anos que esta pequena ilha, onde Ulisses se perdeu de amores por Calipso, onde S. Paulo naufragou a caminho de Roma, onde Caravaggio pintou uma das suas mais belas obras, e onde Portugueses, Cavaleiros da Ordem que se tornaram Grão-Mestres, deixaram as suas marcas ainda hoje bem visíveis e sentidas, me recebeu cheia de histórias para contar e encantar.
Há 5 anos cheguei cheia de medos e dois filhos pela mão, mas certa da minha decisão e da vontade de ser feliz! Nestes 5 anos, chorei qb, ri muito, fiz novos amigos, aprendi muitas coisas, sobretudo sobre mim, e vivi, cada dia, com a certeza de que estou onde e com quem quero estar! Já sabem que isto tudo foi por amor, certo? 
Venham mais 5, 10 ou 15, aqui ou noutro lugar, mas sempre juntos, que só assim conseguimos ser melhores, mais fortes e mais felizes!
Grazzi hafna Malta