Avançar para o conteúdo principal

Como se explica?





Como se explica a estas miúdas de 8 anos que a partir de hoje vão estar a mais de 3000km de distância? Como explico à minha filha que a amizade também existe à distância, quando aquilo que ela quer é ter a amiga na casa dela para brincar, para contar segredos, para abraçar e discordar acerca do vestido amarelo da boneca? Bem sei que as amizades sobrevivem à distância, mas é precisamente nestas idades que se criam os laços que ficam para sempre e se cria aquela cumplicidade de amigas de infância e isto (ainda) não se faz virtualmente, nem se explica a quem só tem 8 anos.

Dizia-me ela com os olhos cheios de lágrimas (e eu também): oh mãe eu gosto muito da Inês, ela é a minha melhor amiga, aquela com quem eu falo a minha língua, vou ter muitas saudades dela... 

Com a mesma idade passei pelo mesmo turbilhão de emoções e sei que o tempo tudo cura, assim como sei que não é a distância ou o passar dos anos que nos fazem esquecer estas amigas especiais, mas com estas idades não se percebe porque não podemos estar junto de quem gostamos. Nos dias em que ela chorar vou dar-lhe o colo que precisa, ligar à amiga para matar saudades e depois limpar-lhe as lágrimas para ir brincar.

Para mim hoje o dia é tristonho, por elas e por nós, pois eu também não quero que os meus amigos se vão embora e sei que vou chorar, e depois rir-me, e agradecer por ter a sorte de me cruzar com pessoas assim!

Boa sorte amigos e até já
Xxxx

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Fim da escola/ vivam as férias (ou não)....

Amanhã acaba o colégio! Amanhã começam as férias grandes! Para muitos pais isto é uma dor de cabeça... nós, mais uma vez, temos a sorte de ter duas avós maravilhosas que tomam conta deles, para grande alegria dos miúdos e das avós e, descanso dos pais.
O mês de Julho ficam na ilha com a avó Zezinha, vão a banhos todos os dias, têm aulas de natação logo pela manhã, brincam como lhes apetece e ficam tão cansados que à noite é vê-los tombar. O mês de Agosto vão a Portugal e ficam à responsabilidade da avó Barbara, adoram lá estar, fartam-se de passear, e na hora da despedida pedem sempre para ficar mais uns dias. Entre uma avó e outra passam 3 semanas com os pais. Depois, pais e filhos descansam uns dos outros, a avó Zezinha recupera as forças, e no início de Setembro voltam à ilha para se prepararem (que depois de 2 meses de boa vida é precisa muita mentalização) para mais um ano escolar, fazem revisões da matéria dada, compram-se os livros e materiais, mas continuam a ir a banhos até …

Vamos falar sobre as minhas unhas dos pés?

Há cerca de um mês recebi mensagem privada, que destas coisas não se fala em público, sobre o facto de andar com as unhas dos pés por pintar enquanto publicava looks do dia e usava as hashtags #fashion e #blogger, aproveito para dizer que as das mãos também andam a maior parte das vezes por pintar, caso não tenha reparado!

Quer-me parecer que pintar ou não as unhas, independentemente do que publico e das hashtags que uso, ainda é algo que só a mim me diz respeito. Ainda... Se fica feio ou não, isso já é outra conversa, e tenho de concordar que tanto os pés como as mãos ficam mais bonitos com as unhas pintadas. Dito isto, e em minha defesa, tenho que acrescentar que o facto de não ter as unhas pintadas não significa que não ande com os pés e com as mãos arranjadas. O mesmo não se poderá dizer de muito pé que circula por aí alegremente de unha pintada, enquanto que o pé, ele próprio, carece de muito cuidado...

Já agora (há sempre um já agora) aproveito também para dizer que é raro pint…

Eu, uma Portuguesa em Malta...

A semana passada o programa Portugueses pelo Mundo falou sobre os Portugueses em Malta, é triste dizer isto, mas para mim o programa foi uma desilusão...não pelas pessoas que apareceram, até porque só conheço uma (e essa esteve muito bem), mas pela reportagem em si. Malta é muito mais do que aquilo que mostraram ou foi dito...
É verdade que ninguém respeita as filas, é verdade que a alimentação é mais cara, é verdade que por vezes temos a sensação que andámos para trás no tempo, mas também é verdade que as pessoas são muito prestáveis, que é um país seguro para viver, que as praias são maravilhosas e se vive a um ritmo diferente, mais calmo... Mas há muito mais para mostrar de Malta do que o programa mostrou e, se eu não vivesse cá, confesso que não teria ficado com vontade nenhuma de vir conhecer esta ilha plantada no meio do mediterrâneo...
Se querem ficar a saber um bocadinho mais de Malta, cuja a forte presença Portuguesa no século XVIII (tivemos 2 importantes Grão-Mestres, Antón…